22.8.11

besouro escondido

Foram muitos anos de palavras convividas
a regra, a exceção, as tábuas, os tabus
foi para quem jurei novamente a vida
depois de curar meu coração de pus.

Meu convívio, martírio e poesia.
Meu mundo polido, minha ousadia.

Ela muito m'atura
eu adulo, imploro
que fique, que me deixe ir.
Para os lugares que ela não atura
para além do muro
onde eu fico boemias sem dormir.

Ela
é meu segredo
e isso é segredo
dela.


4 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

saudades-Misa

Bruno Souza disse...

Boemias sem dormir a preparar
a inspiração pros momentos
de lucidez.

Você é grande

Luis Brito disse...

Se o poeta curar totalmente seu coração, onde irá esconder seus besouros?
Cuidemos para que pelo menos, um pedacinho permaneça ferido; pois é lá que o besouro zumbe!.

Grande, Arouca. Um abraço.

Seguidores