24.9.17

signo da primavera

quando agosto se vai
inicia o mês da minha primavera
onde sou introspectivo
onde trago o poema: aniversario
o olhar sobre o próprio umbigo...
sabedoria de saber: não foi tempo perdido
"...só o tempo que errou..."
meu social e amor impedido

talvez amei as borboletas amarelas
muito por conta da metamorfose
meu signo é virgem
e isso é uma maior viagem

estrela guia

sobre em que mundo
pode um ser duvidar
da tua beleza...
ou não querer contigo casar?
talvez seja tua natureza
muito difícil para todos
pensar em você
é um exercício gostoso
ao mesmo tempo não lhe ter
muito doloroso
por isso mantenho uma admiração
que passa pelo raciocínio e coração
te acordar com um café
poesia, beijos e cafuné
seria um sonho.. contigo
muito bom para nós dois
Espero q nao seja para depois
pergunto: aceitas namorar comigo?

ascendente em virgem

O poeta è alguém
que dramatiza
por amor a ferida
mais do que a cicatriz. ..
...
Por onde andei?..

do dia de hoje

Do dia de hoje
Me restou saudade de um beijo
Daqueles que engolia todas as palavras
Que sufocava nosso futuro
Daqueles que seriam lembrados
Como verdadeiros.

Hoje é domingo para os namorados
As praças estão cheias
Aqui no quarto lembro
Nossos rituais não eram de namorados
Onde e com que sentimento
Aquele insignificante beijo
O acompanha?
Para mim que guardo cada significado
Seria um tormento
Se no amor os escapes
Não lhe guardaste, não lhe importunasse
Meu silêncio
Por conta daquele beijo
Que em mim ainda pula carnaval.

13.9.17

puro estorvo

um ciclo se rom-
pe feito cordão
umbilical
e começa
(sob efeito da física)
um novo:
ave quebrando o ovo.

um vacilo
sempre na mira do chacal
 desafinado
ou uma ressonância (magnética)
um povo (quase
animal. abissal.)
cheio de dedos.

um sigilo
sempre se perde do manancial
e re-vira-se e
torna-se réplica
paixão q movo
mas esse segredo
 é puro estorvo.

Idílio de Aniversário

joguei meu sapato velho fora.


joguei meu casaco velho fora.


joguei meus livros velhos fora.


joguei o moinho velho fora.
não tenho mais novos ventos.

por deus, você.

julgado
condenado
escolhido

o filho do homem

da mãe
da virgem
da puta

vou ser assim
porque
não me é escolha.
quando
te vejo
te seguir
é pagão.

"voa pardal"

para sandra, liz, fernanda e ramon

desce ladeira
o corpo que leva o tombo
desce na manha
seja noite ou manhã

livre voa o passaro da liberdade
voa aonde precisa ou quer ir
"voa pardal"
acostuma-se com a saudade
de quem fica sem sentir
o que é bom por saber-se mal

prova o néctar,
sua ira poeta
sua fúria:
poesia.

não sobe ladeira
o corpo que leva um tombo
nem na marra,
ou amarra-se a barra

se anda, é de topada
se topa, é de tanto andar
lado a lado para o mesmo intuito
arriscando uma jogada
arriscada
no surto ou no susto.

prova a vida!
sua ira homem,
é furia de fuga.

fim de noite

madrugada tem hora
samba em meio sono
meio ela
toda de ninguém


o sonho que vem
meu eco silêncio
meu invento vento vento
meu sucesso
é a geladeira. uma latinha
que abro.
meu desejo é ela
q não troco
e não tenho.

ela é meu samba q acabou
minha noite.

nos causam medos

ela preferiu meu depoimento...
mas aqui
madrugando
lembro
q paixão existe e faz bem...
coisa de poeta
sei...

minha amiga é digna de ser estrela
qual céu (seu) queira ...
mas faz escolhas
e merece fazê-las

mereço ela
e sei
quero dela ...
tudo amor
e sei
q a mim não faz falta...

não fazem faltas
as mentiras
nem os caminhos q não tomei....
e perdi.

7.9.17

cinema


sem trailer apaixonado
os filmes de romances
não eram lidos
como nosso (o romance )

como quem muda de gênero
muda o gesto de assistir os filmes
ação, comedia, ficção, terror
toda legenda namoro
todas cenas fortes de amor
agora não tem quem subestime
mesmo variando o tema
- vamos fazer uma sessão de cinema?

10.8.17

ausência

você eu:
vi de perto
vi seus sonhos
vi seu corpo aberto
vi suas ilusões
vi as conquistas
 e as que virão
vi seu riso
e a lágrima também de contemplação

você não me quer
muito perto
finge bem querer,
eu vi tua saudade
de quem não preciso lembrar
vi também tua vontade
e seu mousse de maracujá
vi sua manha
vi malandragem de sempre chegar

você eu
acredito
e justo é meu acreditar
vi a menina
você não me viu lá
vi tua festa
não era só preencher espaços
vi o brilho na tua testa
"limalha de aço"
vi tua alegria
ri de tua fantasia.

você não queira
eu em determinado espaço.
só caibo
no seu mundo.

depoimento p/ orkut

ELA
não me faltam palavras
cabem também números, símbolos, signos.
complexa, completa-me vários inteiros.
minha dialética,
meu 'dielétrico'.
meu simples,
meu caju na castanha,
polpa-fruta-fel.
meu inferno
meu céu.

minha harpa
minha farpa

ela me corta-costura
de olhos atados
me 'captura'.

meu guarda,
me aguarda,
me guarda
meu infinito
de possibilidades.
meu sem rumo,
minha única estrada.

dialética da inutilidade

o que penso sobre você
é útil
pensar em você é inútil...

vai longe meus desejos
tão corrompidos pelo laço
 te quero pra alem dos abraços
 barulhar seu silencio de beijos

o som Big bang da explosão
 dessa paixão
captado em tempos de nobel
não sabe a que noticiário servir:
 a ciência , a historia ou a poesia
nem mesmo se merece uma tradução
qual conceito do puro amável
ou ainda se vale a pena seduzir
saciar-se ao gosto da orgia...
em tese tentação



17.4.15

vendo estrela

Tenho o cuidado de não perder a coesão.

Quase sempre me pego pulando páginas,

embora seja um verso bonito:

Nunca contei estrelas.


Sandra não é um poema fácil de fazer...

Brilho de incontáveis estrelas,

seu sorriso hora se comporta como onda,

hora como partícula...


Para descrever a alegria de ser e estar,

nos apropriamos da gama de momentos,

dos embaraçados sentimentos

que cada um com os seus talentos

enfeitou o enfeitiçado verbo: amar.

Familia atada



Um belo dia

o sol, o final, a tarde

nos juntamos para um pôr-do-sol,

já no final de tarde,

toda leveza, nossa alegria,

se contagiava, se infringia,

sem dó.


Novos belos dias,

novos formatos,

muitos pedidos, repetidos pratos,

tudo desaguando em poesias.


Uma bela filosofia

sobre nós;

É que devemos desatar os nós

no laço de nossa família.

16.4.12

o tempo não precisa voltar

ser homem com você
sempre fugir
o medo é egoista
não mereço você
mesmo se ressurgir
mesmo se voltar a fita.

sou pura paixão
a procura duma força
que me vença o seu olhar
que não lhe mate
posto que és altar


quero uma musa
que me combine
olhar e sexo
perfil e nexo

uma mulher
que me convença,
que faça com que eu não lhe pertença.

19.9.10

tapumes de ilusões



você me quer prisioneiro.
amo seu.
mas sou seu forasteiro.
você não percebeu.

você precisa de um porto seguro
eu sou apenas marujo
posso te levar a um namoro
ou só até o beijo.

são muitas as estórias
que terás de abandonar
são carregadas as memórias
de todo seu tear

garanto te pegar pelo braço
arrancar seu cabaço
seu novo, tua dor.
e chamo isso de amor

senhora, tuas construções
são tapumes de ilusões
deixe que cuido do seu umbigo
chama, chame de amigo

você me quer de medo
não suspira nenhum segredo
quero tua silhueta
depois uma conversa de poeta

tua atenção se volta para nós
sempre que estamos a sós
tua vontade, sempre que já é tarde.
o que nos falta é vaidade.

para assumir uma queda
um risco... pegar fogo
mocinha malvada
qual é o seu jogo?

você me quer prisioneiro
sou seu forasteiro.
você me quer de medo
eu te quero cedo.







20.7.10

é ensaio:

vc
sempre faz a coisa errada
malandragem certa
e meu poetizar é uma errata
rima com namorada

siga rumores
enquanto sorriso amores
rio de tudo q não é correnteza
engasgo tua beleza
meu corre, lugar incomum
meu mole, gole de rum
contigo sedução de trilha de trem
vai e vem
sempre na mesma sintonia
sempre a mesma agonia
ternura do nunca de dan
um terno tan tan tan
uma cinematográfica
um erro de cálculo na matemática
e na paixão
nunca se apaga essa borracha.

30.6.10

Cantiga

com Diego Ribeiro
Marujo não quer ancorar
que ele quer assim o mar
gigante na viração
mais vasto que o coração

Marujo não vai ancorar
que o céu anda disperso
e a ordem do capitão
é não acreditar em estrelas
sem constelação

Marujo não quer ancorar
que brilhar com pouco brilho
já tem sido seu ofício
de estrela do mar

Marujo não vai ancorar
e isso se deve ao mar
do amor que ele prefere
evitar por saber
que fere
se a paixão vingar
se a paixão
turvar a visão
e viver
que é somente sonho (ilusão)
virar apenas insônia
ou insatisfação

Marujo não quer ancorar
e isso se deve ao mar
por não ter esquina
e ser sinuoso feito menina

Marujo não vai ancorar
por ter atalhos
por não precisar de retalhos
por ter como donzela
a vela
de velejar

6.6.10

o despertar

Janelas são também sacadas
no quarto escuro, silêncio
saco, quanto de nós se entrelaça
quantas fotografias molduradas

Mas prefiro o ridículo
Como se forte fosse
Como se côrte fosse
Meu castelo, e forte meu martelo

A prego bem minha ideia
como fixação, minha paideia
Eu estranho e constante
Ser sedutor e relutante.

sigo "trilhas" saboreando quimeras
meras construções

Meu ser covarde é herói
Meu ser inteligente é covarde
E o que vivo de verdade?
o despertar duma paixão, que a tudo destrói.

5.6.10

nenhuma pedra

momentos decisivos
uma quase certeza
era paixão.

a história
denunciava outra cena
o sucumbido amor.

surgem incógnitas...

é preciso vivê-lo
para ser belo o que se vive?

meus dias em vários cenários,
vc é o mais bonito que tenho agora.

 aurora me traz outros questionamentos.

apenas sigo,
a certeza é q não faltou nenhuma pedra no caminho.

3.6.10

ansiedade

enqto os dias passam (o tempo)
borboletas amarelas metamorfoseando-se
eu  metamorfose de camuflagem

os pastos estão verdes
gafanhoto por comer
a vida está ou é ser?

esfreguei
a roupa
a louça
o disco
a caneta
o risco

de quem?
(irão perguntar)

dos noticiarios
dos fusos
dos confusos
do retrato
dos contrários

artefatos
são os embaraços
q trago como barcos
q me navegam

19.5.10

nenhum instante

nós
na bia
na laje
na família
no tempo
no destino

tentamos a separação
difícil conclusão
olhar adentrando o outro
um olhar nunca míope
somos sempre
(in)visíveis para nós

vc tem meus sonhos
em graus nunca dantes revelados
quantos segredos de criança
convivem lado a lado

quero vc
 já perdi...
o medo de suas nuances
e ganhei pra sempre o gosto das palavras
q vc disse a nenhum poeta
em nenhum instante

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